23.8.17

Lúcio Carvalho: "A poesia, a crítica e um tanto mais"


Gostei também do artigo "A poesia, a crítica e um tanto mais", de Lúcio Carvalho, na revista digital "amálgama", editada por Daniel Lopes. Encontra-se aqui:
https://www.revistaamalgama.com.br/07/2017/resenha-a-poesia-e-a-critica-antonio-cicero/ 

Jorge Salomão: "em mim não habita o deserto que há em ti"



em mim não habita o deserto que há em ti
minha alma é um oásis luminoso
você constrói sua jaula, e nela quer ficar
cuidado
eu faço o que acho que deve ser feito na hora certa
existe diferença entre paixão e projeção?
será que terei de me tornar um insensível
só pra suprir a demanda do mercado atual?
quanto mais eu me acho mais eu me perco
que os tambores batam
e que tudo se acenda forte!



SALOMÃO, Jorge. "em mim não habita o deserto que há em ti". In:_____. Mosaical. Rio de Janeiro: Gryphus, 1994.

22.8.17

Arthur Nogueira sobre "A poesia e a crítica"



Fiquei muito feliz com o que meu querido amigo e parceiro, Arthur Nogueira, escreveu, para o blog da Companhia das Letras, sobre meu livro "A poesia e a crítica". Fica aqui:
http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Sobre-A-poesia-e-a-critica-de-Antonio-Cicero4

21.8.17

P.B. Shelley: "Lines (That time is dead forever...)" / "Versos (Perdeu-se a era...)": trad. de Adriano Scandolara



Lines (That time is dead for ever...)

That time is dead for ever, child!
Drowned, frozen, dead for ever!
We look on the past
And stare aghast
At the spectres wailing, pale and ghast,
Of hopes which thou and I beguiled
To death on life’s dark river.

The stream we gazed on then rolled by;
Its waves are unreturning;
But we yet stand
In a lone land,
Like tombs to mark the memory
Of hopes and fears, which fade and flee
In the light of life’s dim morning.



Versos (Perdeu-se a era...)

Perdeu-se a era, Ó criança!
gelada, fugaz, perdida!
e vê-se o passado
de olhar assombrado,
enquanto geme o espectro, afogado,
dos nossos devaneios de esperança,
no rio sombrio da vida.

O rio que vimos noutro momento
deságua em tempos de outrora;
e todavia
em terra vazia,
jazemos feito monumentos
de esperança e medo, fugindo lentos
na réstia vital desta aurora.




SHELLEY, P.B. "Lines (That time is dead forever...)". In:_____. Prometeu desacorrentado e outros poemas. Trad. por Adriano Scandolara. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

19.8.17

Roberto Athayde: "Entrementes em Copacabana"





Entrementes em Copacabana

Aquela pessoa na horizontal
Aquele defunto na ciclovia
Lembrete importuno da morte rainha



ATHAYDE, Roberto. "Entrementes em Copacabana". In:_____. Abracadabrante. Rio de Janeiro: Sans Souci, 2001.


18.8.17

Entrevista de Antonio Cicero ao Canal Curta



O excelente Canal Curta acaba de postar no You Tube trechos de uma entrevista que fez comigo por ocasião do lançamento do meu livro mais recente, A poesia e a crítica. Ei-los:

17.8.17

Adriano Nunes: "Erato"

Agradeço a Adriano Nunes por me ter dedicado o seguinte belo poema:



Clique, para ampliar:






NUNES, Adriano. "Erato".